A HISTÓRIA do diamante



Diamante, do grego 'adamas', significa invencível e 'diaphanes', que significa transparente. 
Os diamantes têm muitos milhões de anos de idade. A formação dos diamantes começou há milhões de anos atrás nas profundidades da terra quando o carbono foi cristalizado por intenso calor e pressão. Os diamantes ascenderam à superfície através de erupções vulcânicas. Mais tarde, quando as atividades vulcânicas diminuíram e a era glacial tomou lugar, os diamantes permaneceram encaixados em um magma solidificado.

Cortar e polir um diamante bruto de tamanho grande pode levar um ano. O especialista precisa de extrema paciência, arte, e nervos de aço. Cada diamante tem suas próprias peculiaridades.

A beleza de uma pedra bruta e a arte da lapidação requer muitas vezes um trabalha árduo, insistente, continuo...
Ao longo desse ano por vezes me vi lapidando e sendo lapidado... Certamente a história do diamante transmite uma grande lição: o brilho e sua beleza demora anos, é cristalizado no calor intenso sob pressão, e seu brilho faz desse mineral o mais diferente e valioso dos demais... com certeza todos os dias temos oportunidades de nos tornarmos pessoas melhores e aprender com aquilo que a vida nos traz como tarefa, nem sempre é fácil encontrar brilho e beleza no que parece muitas vezes ser bruto e opressor, porem autonomia, respeito, dignidade requer acolhimento de si e conhecimento próprio... o diamante passa por longos anos, sendo formado sob alta gama de diversos acontecimentos e substâncias e ai esta um detalhe importante, ser autêntico requer capacidade de aceitar as demais diferenças, e esse trabalho é constante, diário e bem diverso.

Vejo as pessoas como diamantes, alguns em processo de lapidação, outros já brilhando na sua trajetória, alguns retornando as origens e outros ainda preso no carvão...
Ser forjado muitas vezes é aprender a ter postura perante a diversidade (seja ela qual for) Olhar as cicatrizes que trazemos como lapidação que por vezes é dolorosa, lenta e sofrida é ter a capacidade de perceber na história pessoal as marcas que nos faz únicos e livres. O diamante tem varias lapidações não? E quantas cicatrizes trazemos em nós que formam nossa história?
Estamos em processo, e que bom perceber que já fomos lapidados, que temos brilho e que podemos brilhar mais... que bom deixar de ser ‘bruto’ e ser ‘raro’ e único.

Com certeza se o diamante pudesse contar histórias nos falaria muitas coisas... dentre elas o sentimento e a sensação de adornar reis, rainhas e ser cobiçado... Talvez não adornamos ninguém, mas acolhendo, aprendendo e humanizando permitimos que várias pessoas se sintam mais real e mais digno da sua condição: humana.
Perceber algumas ‘lascas’ que juntamente com o carvão vão se embora é perceber que um pouco do nosso brilho fica com aqueles que fazem parte de nós, que amamos e que aprendemos a amar.

O diamante nos ensina o valor das coisas, a aprendizagem que vale muito muito mesmo! Nos ensina o valor da sabedoria, da igualdade, do respeito, da dignidade, do amor, da doação e do afeto.

A realidade não é dada é construída! Ouvi essa frase no meu treinamento e hoje contemplo essa verdade com meus olhos, contemplo de várias formas: algumas vezes como lapidador que capta o material bruto e com manejo transforma, outras vezes como lapidado que permite nova aprendizagem e trabalho...

Essa experiência me fez muito feliz, e desejo de coração a mesma alegria que sinto ao perceber que posso ir além, que posso transformar e construir, que posso significar e valorizar! Que posso ser um ser humano melhor e posso promover esse bem estar ao outro ser humano seja ele quem for!
Que tal pensarmos em deixar uma marca boa e positiva em todos aqueles que passam por nossas vidas? Podemos aprender com esse mineral que escolhi pra escrever essas palavras: dar dignidade a quem o traz, levando pra vida podemos: no trato humano devolver a dignidade que o semelhante merece.

Forte abraço,
Rogério